Blog de Tecnologia - por James Della Valle

26/02/2008 00:40

Brincando com o MacBook Air

Nesta segunda tive a chance de brincar por alguns momentos com um MacBook Air, o "notebook mais fino do mundo", segundo a Apple. Pra começo de conversa ele é fino mesmo, assustadoramente fino. Por mais que você consiga imaginar um objeto com apenas 1,94 cm de altura, a primeira reação é de surpresa, graças a um truque design: o gabinete se afina em direção às bordas, enganando os olhos e fazendo ele parecer ainda mais fino do que realmente é. Se a Apple tivesse optado por um design com laterais retas, como é a norma no mundo dos PCs, o resultado não seria tão impressionante. Ponto para Johnatan Ive (o designer-chefe da Apple).

O peso (ou falta dele, são só 1,36 Kg) também impressiona, e faz você pensar que maravilha deve ser carregá-lo para cima e para baixo na mochila, em vez do "trambolho" de seu notebook atual. Coloquei-o dentro de uma bolsa estilo "carteiro" e mal senti a diferença, tanto em peso quanto volume: com ela fechada era impossível dizer, só de olhar, que havia um notebook de R$ 6.500 ali dentro. E além de envelopes, o MacBook Air pode ser facilmente escondido dentro de seu jornal favorito também.

O monitor é "glossy" (com aquele revestimento brilhante) e tem imagem excelente. O teclado segue o estilo dos MacBooks atuais, mais "fundo" em relação ao resto do gabinete e com teclas espaçadas, mas tem iluminação como os MacBook Pro. O trackpad é bem maior que o de um notebook tradicional (compare com o iPod Nano 3G na foto), para facilitar o uso dos "gestos", como no iPhone: usando dois dedos você pode aproximar e rotacionar imagens, com três você avança e retrocede entre as páginas em um navegador.

No ambiente informal onde a máquina estava não tive a oportunidade de rodar nenhum dos testes de costume, com exceção de uma cópia de um arquivo de 350 MB de um DVD (em um drive externo da HP) para o disco rígido. O que vi confirmou minha suspeita de que, por causa do tamanho reduzido, o HD do MacBook Air seria bem mais lento que o de outros Macs. O processo demorou, seguramente, pelo menos duas vezes mais que no meu Mac Mini Intel. A culpa não é do drive externo: segundo me disseram, ele tem desempenho dentro do "normal" para um drive externo USB quando plugado a um micro comum.

Aliás, falando em desempenho, o Air tem o processador mais lento da atual geração de Macs: um Core 2 Duo de 1.6 GHz. Até o Mac Mini, desktop low-end da Apple, tem um Core 2 Duo de 1.83 GHz no modelo básico. Isso não quer dizer que o Air seja uma tartaruga, longe disso. Mas deixa bem claro que, se você pensa em usar o Photoshop na estrada, o Air não é uma máquina para você. Mas é mais do que suficiente para quem passa a maior parte do tempo navegando na internet, editando documentos e planilhas ou retocando as fotos das férias antes mesmo de voltar pra casa.

No geral, minha impressão sobre a máquina foi bastante positiva, confirmando o que eu já imaginava depois de tanto ler sobre ela na Internet. Como viajo muito, compraria um sem pensar duas vezes, se o preço por aqui fosse um pouco mais acessível. Aliás, falando em preço existe algum bom motivo para, com o dólar abaixo de R$ 1,70, uma máquina que sai lá fora por US$ 1.799 (cerca de R$ 3.000) chegar aqui por quase R$ 6.500? OK, é um modelo premium, você paga pelo glamour, etc e tal, mas tudo tem limite, não? Com esse valor dá pra comprar um MacBook branquinho de 13" (R$ 3.499), um Mac Mini básico (R$ 1.599) e ainda sobre troco para um iPhone no mercado paralelo.

Mas chega de falação e vamos às fotos. Clique nas imagens para ampliar. E me desculpem pelas imagens escuras, minha câmera não gostou da combinação entre a iluminação ambiente fraca e a luz forte vinda do LCD.


 
 
 
Fotos: Rafael Rigues



PS:Agradeço à revenda GREENMAX por ceder o micro, e à equipe da revista Mac+ pelo convite para conhecê-lo.

enviada por Rafael Rigues






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