06/04/2008 10:34
Blogar pode matar?
Michael Arrington, do Techcrunch: "Não morri... ainda". Mas já está meio pálido e desfocado.
Dias atrás, vasculhando o Twitter, me perguntava: esse Michael Arrington nunca dorme? Os posts do editor do
Techcrunch, um dos blogs sobre tecnologia mais importantes do mundo, são tão frequentes que ele deve twitar até mesmo no banheiro. Hoje veio a confirmação,
via New York Times:
"Eu não morri ainda", diz Arrington. Seu site fatura milhões em publicidade, mas tem um custo alto. O editor diz que ganhou cerca de 14 quilos nos últimos três anos, desenvolveu um sério distúrbio de sono e transformou sua casa num escritório para mais quatro pessoas. "Em algum ponto, vou ter um colapso e serei internado, ou algo assim. Isso não é sustentável".
O artigo cita ainda dois blogueiros de tecnologia que morreram recentemente de estresse, além do criador da rede de blogs
Giga Om, Om Malik, que tenta se reeducar
depois de sobreviver a um enfarto.
Todos esses sites são negócios que lidam com milhares de dólares. E seguem as velhas regras do jornalismo comercial (quem dá a notícia antes, quem tem mais leitores etc.). Os editores dos sites da rede
Gawker, por exemplo, ganham pela quantidade de usuários que atraem diariamente.
É a economia da atenção, uma das coisas mais valiosas da atualidade. Quem atrai mais, por quanto tempo e quem consegue fidelizá-la. Resta saber quanto tempo vai demorar para esse fenômeno chegar aos blogs pessoais.
enviada por eduf
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(O que é isso?)